Turistas árabes e chineses criticados pelos suíços

Comunidade CH - Turistas árabes e chineses criticados pelos suíços

Com a crise na Europa, a Suíça deixou de contar com os turistas locais e europeus para encher os hotéis e as estações de ski do país. O país passou a contar com os mercados emergentes, nomeadamente o árabe e o chinês.

Os turistas de países como o Golfo, China, Índia e Rússia chegam, diariamente, em massa ao país. Esta modificação da clientela levou o sector hoteleiro suíço a ter de se adaptar à nova realidade. Os novos hóspedes têm exigências alimentares e hábitos de higiene pessoal diferentes e acima de tudo praticam outro tipo de culto religioso. A parte religiosa é provavelmente a mais difícil de gerir, uma vez que, a primeira coisa que querem saber quando chegam ao lobby do hotel é qual a direção de Meca, para puderem ajoelhar-se no tapete e orar.

Muitos têm o costume de tomar um duche antes de entrar na banheira o que para muitos hotéis antigos é difícil de gerir, uma vez que as instalações, já antigas, não possuem condições para isso. Os turistas acabam por tomar o duche do lado de fora da banheira, acabando por molhar a casa de banho, causando danos.

Normalmente estes turistas não ficam muito tempo, em algumas cidades chegam a passar no máximo duas noites. Os turistas indianos estão dispostos a gastar um pouco mais em hotéis, já os chineses estão mais interessados na Suíça como destino para compras de produtos de luxo.

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Os turistas asiáticos têm um conhecimento muito limitado do país e alguns jornais suíços já publicaram histórias sobre comportamentos menos civilizados de alguns turistas chineses, no entanto, assumem a importância destes para o sector turístico do pais.

Cuspir para o chão, falar em voz alta, desarrumar casas de banho e restaurantes são alguns dos atos reprováveis pelos suíços.


Fonte: swissinfo.ch