Origem do relógio suíço

A origem da invenção do relógio suíço de pulso é um pouco controversa, se por um lado há os que defendem que a invenção deve ser atribuída a Antoni Patek e Adrien Phillipe , outros defendem que a invenção esteve a cargo de Alberto Santos Dumont.
 
Actualmente, o que mais se acredita é que a invenção foi de Antoni Patek e Adrien Phillipe e data a 1868. Alberto Santos Dumont terá sido o responsável pela popularização do relógio de pulso entre os homens, em 1915. Alberto Santos Dumont é um pioneiro da aviação que em 1904, terá encomendado um dos primeiros relógios de pulso modernos, o relógio Santos. Este novo objecto permitiu a Santos Dumont ver as horas, sem precisar de tirar as mãos dos comando do avião.
 
Durante a Primeira Guerra Mundial, o uso do relógio de pulso foi popularizado, uma vez que, os soldados precisavam de algo muito prático para saber as horas.
 
A Patek Phillipe é uma das mais famosas e conceituadas marcas de relógios do mundo, e, simultaneamente, é também considerada pelos peritos como o melhor fabricante. Se por um lado essa questão é sempre subjectiva, por outro, é um facto que os relógios mais caros do mundo são todos desta marca, e ao longo dos seus mais de 160 anos de história tem pautado sempre pela inovação e pela qualidade.
 
As suas origens remontam a 1839, quando o polaco Antoni Patek se estabelece em Genebra e entra no mundo da relojoaria com o seu conterrânio Fraciszek Czapek. Cinco anos mais tarde viriam a separar-se, mas pouco depois Patek junta-se ao francês Adrien Phillipe, dando origem ao nome e à empresa que ainda hoje se mantêm.
Durante quase um século a empresa manteve-se na posse dos fundadores ou dos seus descendentes, até que em 1932 os irmãos Charles e Jean Stern adquiriram a totalidade das acções, tornando-se únicos proprietários da Patek Philipe & Cie. Desde então a empresa tem-se mantido na propriedade dessa família, que vai já na quarta geração.
 
A Patek Philippe foi sempre pioneira nas grandes inovações tecnológicas da relojoaria. Desde a sua criação, e em grande parte pela mão dos próprios fundadores, são incontáveis as invenções e os contributos que a marca forneceu. Muitas das funções comuns que hoje em dia qualquer relógio suíço incorpora, ou pelo menos a sua aplicação a relógios de pulso, partiram das mentes criativas de Patek e Philippe.
 
Alguns exemplos são o calendário perpétuo, o cronógrafo, o duplo cronógrafo (a função “split second”) ou o aviso sonoro em relógios de pulso.
 
Mas inovar por si só nada significaria se isso não fosse sinónimo de qualidade, e é esse o derradeiro trunfo da Patek Philippe. A título de exemplo, enquanto muitas das marcas de referência compram os micro-componentes para os seus relógios a especialistas externos, na Patek Philippe isso não acontece. Um relógio desta marca é 100% fabricado nas suas instalações, com um rigor ímpar e um cuidado sem igual.
 
Uma presença constante nas competições do Observatório de Genebra (a grande autoridade mundial de relojoaria), entre 1900 e 1967 venceu mais de 750 prémios, incluindo 187 primeiros lugares. A apreciação da qualidade destes relógios é quase unânime, e prova disso são os clientes que tem: a Rainha Vitória de Inglaterra foi uma das primeiras clientes de referência e, desde então, vários outros ilustres monarcas, presidentes, papas e magnatas os têm ostentado nos respectivos pulsos.
 
Recentemente, a Patek Philippe inaugurou também um museu que, mais do que apresentar o longo e rico historial da marca, é um verdadeiro museu da relojoaria em geral. Criado em 2001 em Genebra, o Museu Patek Philippe alberga cerca de cinco séculos de história e evolução dos relógios, com exemplares únicos e valiosíssimos: é lá que está o relógio mais caro do mundo, o Supercomplication de 1933.
 


 
Fonte: relogiolandia.com