Islamismo na Suíça

O cantão de Ticino, localizado no sul do país tornou-se pioneiro, no que respeita à proibição da ocultação do rosto em locais públicos.
 
A populacão votou e decidiu sobre a proibição da burka e de forma geral sobre a utilização de quaisquer formas de ocultar o rosto na rua, ou em qualquer parque público. Atrás dos Franceses e Belgas, a Suíça, através do cantão de Ticino, passou a ser mais um país Europeu a proíbir o uso de véus para cobrir o rosto.
 
Também as construções de minaretes (estrutura que se ergue ao lado das mesquitas e que serve para chamar os fiéis muçulmanos para rezar, ou como os cristãos lhe chamam, a torre da igreja) nas mesquitas suíças foram proibidas. Mais uma vez, através do escrutínio ficou decidido que estes não podiam ser construídos.
 
Esta proibição, tal como todas aquelas que roçam a religião, causou muito desacordo entre as forças políticas, dado que muitos temem os grandes prejuízos para o país, pois a proibição compromete não apenas a liberdade de religião, como também poderá gerar conflitos com o mundo árabe e as sua relação económica com o país.
 
Vivem hoje na Suíça cerca de 340 mil muçulmanos, existem cerca de 130 mesquitas e centros religiosos e culturais islâmicos, no entanto, apenas quatro têm minaretes. Estes encontram-se nas cidades de Genebra, Zurique, Winterthur e Olten. Esta proibição, segue-se após o requerimento para a construção de novos minaretes.
 
Por sua vez, os imigrantes muçulmanos exigem a remoção da cruz da bandeira suíça. Argumentando que esse é um símbolo cristão que já não corresponde à Suíça multicultural de hoje. Como resposta a esta exigência, o Partido do Povo Suíço, o maior do país, recusou a proposta, considerando-a “totalmente inaceitável”.
 
O Islamismo na Suíça é uma religião dominante, a terceira maior religião do país. Muitos dos seus muçulmanos provêm dos Balcãs e da Turquia. (vê aqui um artigo sobre a história do islamismo na Suíça)