A Suíça e a União Europeia

O país é membro da Associação Europeia de Livre Comércio, mas não faz parte da União Europeia, apesar de todos os países à sua volta integrarem o bloco europeu, exceptuando-se o Liechtenstein.
 
A posição actual da Suíça é a de adaptar, de forma autónoma, as suas leis e códigos às leis da União Europeia. Porém, não foi apenas a Suíça a escolher o caminho do bilateralismo. Países dentro da própria EU também podem escolher soluções à parte da maioria: a Grã-Bretanha, por exemplo, recusa-se a entrar no “Espaço Schengen” (acordo da UE que acabou com os controles de passaporte entre os países-membros).
 
A Suíça foi no entanto um dos 18 países fundadores da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE, ou OECD em inglês). Em 1972, os eleitores suíços votaram “sim” ao acordo de livre comércio com a EU. Já em 1992 e 1997, votaram contra, em primeiro, para acordo com Espaço Económico Europeu (EEE) e depois na iniciativa de entrada para a EU. Em 2005, votaram a favor da adesão da Suíça aos acordos de Schengen da UE. No ano de 2006 votaram a favor dos acordos de ajuda financeira da Suíça ao fundo de ajuda estrutural da UE, voltado em grande parte para os novos países-membros da UE.
 
As divergências de interesses existem entre a Suíça e a UE. A forte composição da democracia direta do sistema político suíço é, de facto, difícilmente conciliável com o sistema da União Europeia. Tal o pluralismo linguístico e cultural da Suíça, não a tornam um país fácil de entender em termos democráticos e políticos (não que o idioma seja um entrave, mas a diferença de culturas, religiões e políticas). A forma como o governo é constituído é bastante particular, pois a Suíça é um país absolutamente neutro, que não participa em guerras desde 1815. Sendo também esta neutralidade apontada como uma das causas para que o país não faça parte da UE.